quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Quilombo Cafundó é aqui !!


História do Cafundó
A palavra quilombo nem sempre se refere a escravo fugido. Quilombo nem sempre é isolado da cidade, muito menos ocupado só por negros. Na Comunidade Remanescente de Quilombo (CRQ) Cafundó, tudo começou quando os escravos Ricarda e Joaquim Congo foram alforriados e instalaram-se em um terreno que se acredita ter sido doado pelo antigo patrão, Joaquim Manuel de Oliveira, na década de 1880. As filhas do casal, Antônia e Ifigênia, que, respectivamente, se casaram com Joaquim Pires Cardoso e Caetano de Almeida, originaram as duas principais famílias da comunidade.
Em 1940, com sua valorização econômica, as terras passaram a ser alvo da cobiça de fazendeiros. Vinte anos depois, os que se diziam seus donos já cercavam o local. Passaram-se mais doze anos até que, um membro da comunidade, Otávio Caetano, filho de Ifigênia, registrasse o primeiro processo jurídico da disputa pelas terras, de nº. 384/72, alegando usucapião (lei que garante a posse da terra para quem more e produza nela por cinco anos in
nterruptos), processo que foi julgado justificado, contestado, arquivado e desarquivado. Mas, até hoje – 36 anos depois –, nada foi resolvido. Enquanto isso, o Cafundó começava a ganhar fama nas reportagens dos jornais e entre os pesquisadores, principalmente pela língua falada até hoje por alguns membros da comunidade, a cupópia. Se alguns se interessavam pela cultura da comunidade, outros olhavam para as terras. Os casos de violência também viraram notícia.
As casas de pau-a-pique, à luz de vela, e a água buscada no rio só deixaram de existir muitos anos depois. Em 1985, veio a energia elétrica, e, naquele mesmo ano, a última gleba da comunidade foi cercada. Água encanada, só em 1994. Casa de alvenaria, para muitos, apenas em 1999.
A fama de ser “um bem cultural de valor histórico e documental-social” veio com o tombamento da comunidade pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat) em 1990, e o reconhecimento como comunidade quilombola, pelo Relatório Técnico-Científico do Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) concluído nove anos depois.
Nas mãos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a terra foi reconhecida em 2006, com uma área de 218,446 hectares. Até o fim de 2008, a comunidade continua aguardando a emissão do título das terras, vivendo em 105 pessoas em uma área de cerca de oito alqueires (aproximadamente 21 hectares), dependendo de iniciativas assistencialistas da Prefeitura de Salto de Pirapora, de instituições e de quem se interessa por um pouco de história viva brasileira.

4ª Batalha de B. Boys , Salto de Pirapora , s/p

                                                 
Aconteceu no último dia 22/08/10 , a 4ª ediçao da já conhecida batalha de B. boys de Salto de Pirapora , que aconteceu no bairro Campo Largo , no trailer do Cido Lanches , organizado por Cido black e  Ramon Black , responsáveis pela Organização Cido black , " desde moleke"....

klj na batida...


RELEASE - DJ Kl Jay
Kleber Geraldo Lelis Simões começou sua carreira em 1984, quando fazia bailes em residências ao lado de seu atual companheiro no grupo Racionais MCs, Edi Rock. Tape deck,aparelhos tres em um, fitas cassetes e alguns vinis. Esses eram os meios que faziam com que as festas seguissem as madrugadas nas vizinhanças da zona norte de São Paulo.

Anos depois, após ter visto um vídeo com a performance de um dos mais importantes nomes do cenário hip-hop, o DJ Cash Money, Kl Jay se identificou com a arte dos toca-discos. Mas foi somente após ter presenciado os scratches do DJ EASY LEE, dj do rapper Kool Moe Dee, em um show no CLUB HOUSE em santo andre (SP), é que teve a certeza: “Eu sou isso”. Juntamente com Edi Rock, Mano Brown e Ice Blue, fundou o Racionais MCs no fim dos anos 80. Com o rapper Xis criou a gravadora que depois se tornou produtora de eventos e confecção, a 4P. Foi nessa gravadora que também lançou seu álbum solo “Na Batida volume 3 – Equilíbrio, a busca”, em 2002, que conta com a participação de vários artistas do hip-hop. Ao lado de Xis, Kl Jay produziu por 10 anos o mais importante campeonato de DJs do país – O HIP HOP DJ –, que revelou renomados nomes como Cia, King, Marco, Nuts,Tano, Hadji, Will, Ajamu,Erick jay, Rm entre outros.

Kl Jay é sócio da gravadora “Cosa Nostra”, juntamente com o Racionais MCs, e possui um selo individual, o Equilíbrio, que já lançou os álbuns dos grupos Sistema Negro, Cagebê e Relatos da Invasão.

Foi apresentador do YO! MTV RAPS; discotecou de 1994 a 1996 na badalada Soweto, casa noturna que marcou a cultura hip-hop em São Paulo; tocou no Clube da Cidade de Diadema/SP entre 1999 e 2002... Atualmente, se apresenta todas as quinta-feiras junto com os DJs Ajamu, Marco e Will na festa conhecida por Sintonia, projeto que acontece há seis anos e viaja por todo o país, dividindo o tempo em shows com o Racionais, discotecagem em casas noturnas, oficinas de DJ e o seu atual projeto solo, a fita mixada “Rotação 33”, lançada em junho de 2008.