terça-feira, 16 de novembro de 2010

20 de Novembro - Dia da Consciência Negra

Zumbi foi o grande líder do quilombo dos Palmares, respeitado herói da resistência anti-escravagista. Pesquisas e estudos indicam que nasceu em 1655, sendo descendente de guerreiros angolanos. Em um dos povoados do quilombo, foi capturado quando garoto por soldados e entregue ao padre Antonio Melo, de Porto Calvo. Criado e educado por este padre, o futuro líder do Quilombo dos Palmares já tinha apreciável noção de Português e Latim aos 12 anos de idade, sendo batizado com o nome de Francisco. Padre Antônio Melo escreveu várias cartas a um amigo, exaltando a inteligência de Zumbi (Francisco). Em 1670, com quinze anos, Zumbi fugiu e voltou para o Quilombo. Tornou-se um dos líderes mais famosos de Palmares. "Zumbi" significa: a força do espírito presente. Baluarte da luta negra contra a escravidão, Zumbi foi o último chefe do Quilombo dos Palmares.
O nome Palmares foi dado pelos portugueses, devido ao grande número de palmeiras encontradas na região da Serra da Barriga, ao sul da capitania de Pernambuco, hoje estado de Alagoas. Os que lá viviam chamavam o quilombo de Angola Janga (Angola Pequena). Palmares constituiu-se como abrigo não só de negros, mas também de brancos pobres, índios e mestiços extorquidos pelo colonizador. Os quilombos, que na língua banto significam "povoação", funcionavam como núcleos habitacionais e comerciais, além de local de resistência à escravidão, já que abrigavam escravos fugidos de fazendas. No Brasil, o mais famoso deles foi Palmares.
O Quilombo dos Palmares existiu por um período de quase cem anos, entre 1600 e 1695. No Quilombo de Palmares (o maior em extensão), viviam cerca de vinte mil habitantes. Nos engenhos e senzalas, Palmares era parecido com a Terra Prometida, e Zumbi, era tido como eterno e imortal, e era reconhecido como um protetor leal e corajoso. Zumbi era um extraordinário e talentoso dirigente militar. Explorava com inteligência as peculiaridades da região. No Quilombo de Palmares plantavam-se frutas, milho, mandioca, feijão, cana, legumes, batatas. Em meados do século XVII, calculavam-se cerca de onze povoados. A capital, era Macaco, na Serra da Barriga.
A Domingos Jorge Velho, um bandeirante paulista, vulto de triste lembrança da história do Brasil, foi atribuído a tarefa de destruir Palmares. Para o domínio colonial, aniquilar Palmares era mais que um imperativo atribuído, era uma questão de honra. Em 1694, com uma legião de 9.000 homens, armados com canhões, Domingos Jorge Velho começou a empreitada que levaria à derrota de Macaco, principal povoado de Palmares. Segundo Paiva de Oliveira, Zumbi foi localizado no dia 20 de novembro de 1695, vítima da traição de Antônio Soares. “O corpo perfurado por balas e punhaladas foi levado a Porto Calvo. A sua cabeça foi decepada e remetida para Recife onde, foi coberta por sal fino e espetada em um poste até ser consumida pelo tempo”.
O Quilombo dos Palmares foi defendido no século XVII durante anos por Zumbi contra as expedições militares que pretendiam trazer os negros fugidos novamente para a escravidão. O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695.
A lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu o dia 20 de novembro no calendário escolar, data em que comemoramos o Dia Nacional da Consciência Negra. A mesma lei também tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. Nas escolas as aulas sobre os temas: História da África e dos africanos, luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, propiciarão o resgate das contribuições dos povos negros nas áreas social, econômica e política ao longo da história do país.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Livro: "Entenda o Rap: A explicação das letras mais confusas"

Quem nunca ficou sem entender absolutamente nada de uma linha da Rap, que atire a primeira pedra. Seguindo a mesma linha do Decoded de Jay-Z, o “Understand Rap” te dá explicações pra várias rimas históricas, e incompreensíveis. O livro já está a venda no Amazon. Confira uma amostra:


Letra: “I wass strapped wit’ gats when you werw cuddled wit cabbage patch”

Música: “Forgot about Dre”

Album: 2001

Artista: Dr Dre

Explicação: Quando você era uma criança e não fazia nada além de brincar com bonecas, no conforto de sua casa, eu estava portando armas ao redor da minha vizinhança perigosa.

Letra: “I ain’t pass the bar, but i know a little bit”

Música: “99 Problems”

Album: The Black Album

Artista: Jay-Z

Explicação: Mesmo sem ter estudado para ser um advogado, sou capaz de exercer a advocacia, tenho o conhecimento suficiente para ser um rapper e empresário bem sucedido, e meu nível de riqueza é maior que muitos advogados.

domingo, 29 de agosto de 2010

Tv Cultura diz que "Manos e Minas' será mantido..

A TV Cultura informou nesta terça-feira (24/08/10) o programa "Manos e Minas" deve continuar na sua grade.
"O Manos e Minas voltará à grade depois de passar por um processo de repaginação, aumentando o interesse em função de novas atrações", diz o comunicado.
O fim do programa foi anunciado pelo novo presidente da Fundação Padre Anchieta, João Sayad, que controla a TV Cultura.
Sayad havia apresentado um plano de gestão para a TV Cultura que previa a retirada do "Manos e Minas" do ar.
Assim, o "Manos e Minas" entra para a lista dos programas que serão reformulados pela emissora, da qual já fazem parte o "Jornal da Cultura", "Vitrine" e "Roda Viva".
O fim do "Manos e Minas" gerou protesto de vários artistas, entre eles, o líder do Racionais Mano Brown e até de conselheiros da TV Cultura. Danilo Santos de Miranda, diretor do Sesc, foi um deles.
Uma manifestação contra o fim da atração estava marcada para hoje em frente à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Os rappers Max B.O, Emicida e Kamau fariam show durante o evento.

História do Hip Hop..

O hip-hop emergiu no final da década de 1960 nos subúrbios negros e latinos de Nova Iorque. Estes subúrbios, verdadeiros guetos, enfrentavam diversos problemas de ordem social como pobreza, violência, racismo, tráfico de drogas, carência de infra-estrutura e de educação, entre outros. Os jovens encontravam na rua o único espaço de lazer, e geralmente entravam num sistema de gangues, as quais se confrontavam de maneira violenta na luta pelo domínio territorial. As gangues funcionavam como um sistema opressor dentro das próprias periferias - quem fazia parte de algumas das gangues, ou quem estava de fora, sempre conhecia os territórios e as regras impostas por elas,devendo segui-las rigidamente.

Esses bairros eram essencialmente habitados por imigrantes do Caribe, vindos principalmente da Jamaica. Por lá existiam festas de rua com equipamentos sonoros ou carros de som muito possantes chamados de Sound System (carros equipados com equipamentos de som, parecidos com trios elétricos). Os Sound System foram levados para o Bronx, um dos bairros de Nova Iorque de maioria negra, pelo DJ Kool Herc, que com doze anos migrou para os Estados Unidos com sua família. Foi Herc quem introduziu o Toast (modo de cantar com levadas bem fraseadas e rimas bem feitas, muitas vezes bem politizadas e outras banais e sexuais, cantadas em cima de reggae instrumental), que daria origem ao rap.


Neste contexto, nasciam diferentes manifestações artísticas de rua, formas próprias, dos jovens ligados àquele movimento, de se fazer música, dança, poesia e pintura. Os DJs Afrika Bambaataa, Kool Herc e Grand Master Flash, GrandWizard Theodore, GrandMixer DST (hoje DXT), Holywood e Pete Jones, entre outros, observaram e participaram destas expressões de rua, e começaram a organizar festas nas quais estas manifestações tinham espaço - assim nasceram as Block Parties.


As gangues foram encontrando naquelas novas formas de arte uma maneira de canalizar a violência em que viviam submersas, e passaram a freqüentar as festas e dançar break, competir com passos de dança e não mais com armas. Essa foi a proposta de Afrika Bambaataa, considerado hoje o padrinho da cultura hip-hop, o idealizador da junção dos elementos, criador do termo hip-hop e por anos tido como "master of records" (mestre dos discos), por sua vasta coleção de discos de vinil.


DJ Hollywood foi um DJ de grande importância para o movimento. Apesar de tocar ritmos mais pop como a discoteca, foi o primeiro a introduzir em suas festas MCs que animavam com rimas e frases que deram início ao rap. Os MCs passaram a fazer discursos rimados sobre a comunidade, à festa e outros aspectos da vida cotidiana. Taki 183, o grande mestre do Pixo, fez uma revolução em Nova Iorque ao lançar suas "Tags" (assinaturas) por toda cidade, sendo noticiado até no New York Times à época. Depois dele vieram Blade, Zephyr, Seen, Dondi, Futura 2000, Lady Pink, Phase 2, entre outros.


Em 12 de novembro de 1973 foi criada a primeira organização que tinha em seus interesses o hip hop, cuja sede estava situada no bairro do Bronx. A Zulu Nation tem como objetivo acabar com os vários problemas dos jovens dos subúrbios, especialmente a violência. Começaram a organizar "batalhas" não violentas entre gangues com um objetivo pacificador. As batalhas consistiam em uma competição artística
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Mais informações clica no link História do Hip Hop , no topo da matéria.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Quilombo Cafundó é aqui !!


História do Cafundó
A palavra quilombo nem sempre se refere a escravo fugido. Quilombo nem sempre é isolado da cidade, muito menos ocupado só por negros. Na Comunidade Remanescente de Quilombo (CRQ) Cafundó, tudo começou quando os escravos Ricarda e Joaquim Congo foram alforriados e instalaram-se em um terreno que se acredita ter sido doado pelo antigo patrão, Joaquim Manuel de Oliveira, na década de 1880. As filhas do casal, Antônia e Ifigênia, que, respectivamente, se casaram com Joaquim Pires Cardoso e Caetano de Almeida, originaram as duas principais famílias da comunidade.
Em 1940, com sua valorização econômica, as terras passaram a ser alvo da cobiça de fazendeiros. Vinte anos depois, os que se diziam seus donos já cercavam o local. Passaram-se mais doze anos até que, um membro da comunidade, Otávio Caetano, filho de Ifigênia, registrasse o primeiro processo jurídico da disputa pelas terras, de nº. 384/72, alegando usucapião (lei que garante a posse da terra para quem more e produza nela por cinco anos in
nterruptos), processo que foi julgado justificado, contestado, arquivado e desarquivado. Mas, até hoje – 36 anos depois –, nada foi resolvido. Enquanto isso, o Cafundó começava a ganhar fama nas reportagens dos jornais e entre os pesquisadores, principalmente pela língua falada até hoje por alguns membros da comunidade, a cupópia. Se alguns se interessavam pela cultura da comunidade, outros olhavam para as terras. Os casos de violência também viraram notícia.
As casas de pau-a-pique, à luz de vela, e a água buscada no rio só deixaram de existir muitos anos depois. Em 1985, veio a energia elétrica, e, naquele mesmo ano, a última gleba da comunidade foi cercada. Água encanada, só em 1994. Casa de alvenaria, para muitos, apenas em 1999.
A fama de ser “um bem cultural de valor histórico e documental-social” veio com o tombamento da comunidade pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat) em 1990, e o reconhecimento como comunidade quilombola, pelo Relatório Técnico-Científico do Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) concluído nove anos depois.
Nas mãos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a terra foi reconhecida em 2006, com uma área de 218,446 hectares. Até o fim de 2008, a comunidade continua aguardando a emissão do título das terras, vivendo em 105 pessoas em uma área de cerca de oito alqueires (aproximadamente 21 hectares), dependendo de iniciativas assistencialistas da Prefeitura de Salto de Pirapora, de instituições e de quem se interessa por um pouco de história viva brasileira.

4ª Batalha de B. Boys , Salto de Pirapora , s/p

                                                 
Aconteceu no último dia 22/08/10 , a 4ª ediçao da já conhecida batalha de B. boys de Salto de Pirapora , que aconteceu no bairro Campo Largo , no trailer do Cido Lanches , organizado por Cido black e  Ramon Black , responsáveis pela Organização Cido black , " desde moleke"....

klj na batida...


RELEASE - DJ Kl Jay
Kleber Geraldo Lelis Simões começou sua carreira em 1984, quando fazia bailes em residências ao lado de seu atual companheiro no grupo Racionais MCs, Edi Rock. Tape deck,aparelhos tres em um, fitas cassetes e alguns vinis. Esses eram os meios que faziam com que as festas seguissem as madrugadas nas vizinhanças da zona norte de São Paulo.

Anos depois, após ter visto um vídeo com a performance de um dos mais importantes nomes do cenário hip-hop, o DJ Cash Money, Kl Jay se identificou com a arte dos toca-discos. Mas foi somente após ter presenciado os scratches do DJ EASY LEE, dj do rapper Kool Moe Dee, em um show no CLUB HOUSE em santo andre (SP), é que teve a certeza: “Eu sou isso”. Juntamente com Edi Rock, Mano Brown e Ice Blue, fundou o Racionais MCs no fim dos anos 80. Com o rapper Xis criou a gravadora que depois se tornou produtora de eventos e confecção, a 4P. Foi nessa gravadora que também lançou seu álbum solo “Na Batida volume 3 – Equilíbrio, a busca”, em 2002, que conta com a participação de vários artistas do hip-hop. Ao lado de Xis, Kl Jay produziu por 10 anos o mais importante campeonato de DJs do país – O HIP HOP DJ –, que revelou renomados nomes como Cia, King, Marco, Nuts,Tano, Hadji, Will, Ajamu,Erick jay, Rm entre outros.

Kl Jay é sócio da gravadora “Cosa Nostra”, juntamente com o Racionais MCs, e possui um selo individual, o Equilíbrio, que já lançou os álbuns dos grupos Sistema Negro, Cagebê e Relatos da Invasão.

Foi apresentador do YO! MTV RAPS; discotecou de 1994 a 1996 na badalada Soweto, casa noturna que marcou a cultura hip-hop em São Paulo; tocou no Clube da Cidade de Diadema/SP entre 1999 e 2002... Atualmente, se apresenta todas as quinta-feiras junto com os DJs Ajamu, Marco e Will na festa conhecida por Sintonia, projeto que acontece há seis anos e viaja por todo o país, dividindo o tempo em shows com o Racionais, discotecagem em casas noturnas, oficinas de DJ e o seu atual projeto solo, a fita mixada “Rotação 33”, lançada em junho de 2008.